USMCA – United States – Mexico – Canada Agreement

 

Bloco econômico formado por Estados Unidos, México e Canadá.

Este chega para substituir e modernizar o antigo tratado NAFTA que entrou em funcionamento em 01/01/1994 e foi encerrado em 2018 pelo então presidente Donald Trump.

É também chamado por NAFTA 2.0, um tratado que visa facilitar o livre comércio entre as fronteiras dos três países.

Mercado esse que movimenta mais de 1 trilhão de dólares anualmente, primeiramente foi bilateral entre EUA e México com adesão posterior pelo Canadá.

Este acordo não prevê a livre circulação de pessoas, mas de bens e produtos, sendo revisado a cada 6 anos, tem vida útil programada de 16 anos e possibilidade de prorrogação.

O setor mais afetado após a troca de acordo foi o automobilístico, que agora recebe o status de fronteira livre desde que pelo menos 40%  chegando gradativamente a 75% de seus componentes sejam fabricados em solo estadunidense.

Os automóveis fabricados no México devem ser produzidos pelo menos 40% por trabalhadores que tenham compensações financeiras de no mínimo US$16 hora.

Industrias automotivas em solo mexicano devem produzir no máximo 2,6 milhões de unidades anualmente.

Existem regras específicas para o setor agrícola, químico, farmacêutico etc…

Não atentaremos a explicar regras do USMCA, mas sim em dissertar sobre o que realmente nos interessa, o movimento destes produtos, seus transportes e logística.

 

Transporte e logística MEX X EUA

 

Bem, essa informação é sim bem útil porque obviamente abre possibilidades.

Tamanha produção de mercadorias exige uma enorme movimentação de transportes.

É sabido que o setor tem déficit de 65 mil motoristas só para os EUA, sabe se também que ter um visto de trabalho e moradia bem como uma carteira de motorista comercial nos EUA é muito caro e demorado.

Ainda nos tempos do Acordo NAFTA, alguns sindicatos e movimentos conseguiram ter alguma visibilidade e em partes contornar essa situação, diga se que apenas 38 transportadoras mexicanas, não mais que 500 caminhoneiros conseguiram autorização para desbravar o solo estadunidense e suas entregas.

Com a chegada do USMCA, estas restrições foram reimpostas, limitando a viagem de um caminhoneiro mexicano para até no máximo 38km para dentro dos EUA, sem poder pegar uma carga lá para levar a outro lugar, mesmo que este trecho fique em sua rota de volta.

Hoje, há a possibilidade de conseguir um visto de trabalho dos EUA bem mais em conta, porém manter a moradia no México tendo autorização para viajar de forma programada com caminhão fazendo entregas por todo o território dos EUA.

Uma carteira de motorista classe “C” para dirigir caminhão de dois ou mais eixos, custa algo em torno de R$350, isso mesmo R$350, desde a abertura do processo de aquisição até o documento em mãos, leva menos de 4 horas no México.

Isso faz com que empresas optem por procurar motoristas mexicanos que se encaixem nesta opção. Então o problema está resolvido? Definitivamente Não.

Mesmo que seja um contorno, o visto é demorado, a programação de uma viagem EUA a fora é dada ao motorista de forma muito burocrática.

Há a possibilidade de tentar cidadania americana, outro processo demorado e com regras super especificas.

Mas e o inverso, dos EUA para o México? primeiro que os EUA compra mais do que vende ao México, o território mexicano tem motoristas o suficiente e é menor.

Fazendo se possível, porém não tão atrativo  este recurso inverso.

 

Transporte e logística CAN X EUA

Se por um lado motoristas mexicanos sofrem sansões de entrada em território estadunidense, os canadenses têm passe assegurado pela fronteira, apesar de o Canada não fazer parte do The Visa Waiver Program (VWP), programa de entrada no país sem necessidade de um visto, amparando atualmente cidadãos de 38 países.

Mesmo assim, não basta simplesmente chegar “à porta” do país e pedir para entrar, isso vale tanto para canadenses e americanos que devem pegar uma autorização, pode ser via internet e tem burocracia mínima, especialmente fiscalizando veículos de carga.

O fato que facilita este acordo de fronteira é que os EUA tem um estado que fica do outro lado do Canadá bem ao noroeste do continente, o Alasca, que apesar de não fazer divisa com nenhum outro estado americano pertence aos EUA.

Contudo o motorista canadense não pode “passear” pelo país, sua carga tem de ser notificada e roteada.

Este acordo faz com que algumas transportadoras e galpões logísticos escolham o solo canadense para suas atividades, MAS não é solução, pois a mercadoria não vai passar a fronteira sem um acordo de compra, nem que seja só para passar a noite.

Existem situações em que o caminhão entra legalmente vazio para o lado americano carrega e entrega no mesmo solo.

Neste caso é sim uma solução para entregas próximas da fronteira no caso de a transportadora ter dupla “cidadania”.

Sem contar que o processo de abertura de empresa e estadia pessoal no Canadá é muito mais barato e menos burocrático do que nos EUA, atenção, a “fronteira” é para cidadãos canadenses.

Logo se a intenção for  segunda cidadania para eventualmente trabalhar nos EUA, prepare se para algumas burocracias extras.

O fato que mais contribuiu para este cenário foi o acordo de livre comércio entre os dois países assinado em 1988, cujos já tinham sua fronteiras pacificadas e desmilitarizadas desde o final da segunda guerra.

Com alguns adendos aos “pequenos” conflitos revolucionários entre as duas nações, nada que trouxesse prejuízo ao acordo entre ambos, porém muito prejuízo pessoal aos cidadãos.

 

Transporte e logística CAN X MEX

Na verdade não há nada de muito especial nesta relação, uma vez que os dois países não compartilham de fronteira física.

O que vale ressaltar sobre ambos é que têm entre si um acordo de livre comércio desde a década de 1960.

Fora este fato, suas importações e exportações entre ambos se dão principalmente por mar e ar.

Suas regras bilaterais são brandas para adentrar como visitante nos países e bem severas de o outro país para os EUA.

Ficamos por aqui com este artigo, é sempre bom trazer um pouco de informação sobre o mundo dos negócios.

Ainda mais que notamos uma crescente na migração e abertura de empresas de transporte na américa do norte.

 

 

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