Transportar sem passar em um buraco, sem saber se a rodovia está ruim e sem nenhum medo de ser assaltado. Só se for pelo ar né?

A Airship do Brasil – uma empresa ligada ao Grupo Bertolini, acredita nesse modal.

Neste post vou lhe mostrar as especificações técnicas do veículo, também como será a aplicação para o transporte de cargas.

O ADB3-3 é um dirigível de 49 metros de comprimento e 17 de altura.

Este é um modelo experimental, mas tem capacidade de carga de 1,2 toneladas, podendo levar cinco passageiros mais o piloto.

O motor tem 300 cavalos de potência e alcança uma velocidade máxima de 85 quilômetros por hora, a velocidade de cruzeiro é de 40 quilômetros por hora.

A versão para cargas ainda está em desenvolvimento, mas será maior que o ADB3-30 terá 123 metros de comprimento e capacidade de carga de 30 tonelada.

 

Mas por que colocar a carga em um dirigível?

Inicialmente a ideia da Bertolini foi dar prioridade às regiões que possuem baixa infraestrutura.

Pois pelo fato da matriz ser em Manaus, se viu a necessidade de implantação do projeto conforme as necessidades locais.

O projeto dirigível, quando a Bertolini começou junto com o exército brasileiro, se chamava Dirigível na Amazônia.

Na Amazônia você não tem infraestrutura de estradas, nem de aeroportos em quantidade necessária, assim o dirigível tem essa grande facilidade de pousar e decolar em regiões de muito baixa infraestrutura.

Muitas áreas do Brasil, principalmente na região norte, poderiam se beneficiar do transporte aéreo, já que dificilmente a infraestrutura rodoviária vai melhorar nos próximos anos.

 

Como será esse transporte?

O desenho final da versão para cargas ainda não está totalmente definido, mas a gondola terá a cabine e também grande compartimento para qualquer tipo de mercadoria.

 

Outra possibilidade é içar alguns tipos de carga, como uma torre de transmissão que deve ser levada para o local de instalação.

 

Mas é seguro?

Mas a pergunta que não quer calar – “não corre o risco de furar ou cair ou até mesmo de pegar fogo?

O próprio Diretor da Bertolini, Marcelo Augusto de Felippes, garante que hoje não existe meio de transporte mais seguro que o dirigível.

Antigamente usava-se o hidrogênio, gás altamente inflamável, mas a nova tecnologia da Airship, usa o mesmo hélio de encher balão de festa infantil.

Furar é possível, mas não é um risco para operação. Pois assim como um balão – que na verdade se chama envelope, é cheio de hélio e é mais leve que o ar.

Mesmo furado ele não cai, pois quando está lá em cima a pressão dentro do envelope é muito parecida com a pressão de fora.

Então caso fure o vazamento acontece de forma muito lenta, o que daria tempo suficiente para que o veículo terminasse sua viagem e fizesse depois os reparos.

Outra vantagem é que o dirigível precisa de pouco espaço para decolar e pousar, além disso é bem mais econômico que o avião e não disputa espaço com eles, pois opera em uma altura máxima de 1.500 metros, enquanto aviões chegam a 10 mil metros do chão.

Ou seja ele não pega trânsito e não precisa ter medo de ser furado, logo pode atender áreas perigosas onde as transportadoras não querem mais chegar.

Uma boa aplicação é o transporte com medidas excedentes como uma pá eólica, que pode demorar meses para chegar ao seu destino, pois só pode rodar a noite e às vezes não passa por pontes ou estradas menores.

Tudo isso seria eliminado com este tipo de transporte.

 

O que é necessário para pilotar essa aeronave?

Para pilotar é preciso fazer o curso de piloto comercial para avião helicóptero, depois uma especialização para dirigíveis, onde o processo todo leva em média 2 anos.

 

Quando veremos esse dirigível voando por ai?

Em conjunto com a ANAC, a AIRSHIP tem uma estimativa de tempo de 12 meses para a construção similar ao modelo ADB3-3.

Esse modelo não é para transporte de carga e o cargueiro possui a estimativa de 24 meses, isso tendo os recursos financeiros adequados.

Veja algumas curiosidades sobre este dirigível:

 

Depois não esquece de me dizer o que achou sobre este assunto!

Abração!