Você sabia que se você andou de avião, provavelmente pode ter viajado junto com o uma pessoa morta?

Pois é, isso pode ter acontecido com você e nem se quer soube do tal acontecido. Por isso neste post vou lhe explicar como funciona o processo de transporte de restos mortais.

Mas saiba que o transporte de restos mortais (forma que a cia aérea se refere a uma pessoa morta) é uma prática um tanto quanto normal e muito lucrativa.

Na época que trabalhei embarcando e retirando mercadoria na cias aéreas, volta e meia tinha um carro de funerária para retirar o corpo que estava chegando de algum lugar.

 

Qual o nome correto para este tipo de mercadoria?

A cia aérea enquadra como Restos Mortais, mas mesmo tendo este nome, existem subclassificações:

  • Esquife – este é nome dado ao caixão com o corpo dentro, podendo ser um corpo completo o parte dele;
  • Cinzas – quando o resto mortal é transportado em forma de cinza resultado por uma cremação;
  • Ossadas – também existe o transporte somente de ossos.

 

A discrição da cia aérea.

Esta operação dispensa os olhares dos viajantes, sendo assim, antes de qualquer coisa a cia aérea presa pela discrição de todo o processo de embarque de restos mortais.

A cia segue algumas regras:

  • O embarque de restos mortais, é feito exclusivamente por um agente funerário, pelo fato de haver inúmeras documentações que são gerada pela própria funerária.
  • O corpo é levado em um carro fechado até a aeronave.
  • O embarque é feito antes do embarque dos passageiros e das malas.
  • Este caixão será isolado totalmente das malas e do resto das mercadorias.

Imagem: Divulgação/Latam Cargo

 

Qual corpo pode embarcar?

Conforme as regras da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), existem alguns tipo de corpos não aceitos para o transporte aéreo.

Como resultado a ANVISA proíbe o embarque dos corpos onde a causa do óbito tenha sido:

  • encefalite espongiforme;
  • febre hemorrágica ou outra doença infecto-contagiosa desconhecida;

No que diz respeito ao transporte de cinza de cremação, não é considerado objeto de fiscalização sanitária, pois por não oferecer risco a saúde, pode ser despachado como um mercadoria normal.

 

O processo de conservação.

Referente ao processo de conservação existe duas regras referente ao tempo do falecimento.

  • Se o falecimento tem menos que 48 horas, o corpo deve passar pelo processo de formolização para que assim a conservação tenha um efeito temporário.
  • Para o falecimento que possui mais que 48 horas,  o corpo deve passar pelo processo de embalsamento, para que assim o mesmo tenha a conservação total e permanente.

 

Tipo de embalagem

Qualquer transportador sabe que para cada tipo de mercadorias existem um tipo específico de embalagem, sendo assim, para restos mortais não seria diferente.

As cias aéreas exigem que o caixão esteja enquadrado em uma série especificações: a espessura da urna não deve ser inferior a 30 milímetros e deve ser impermeável.

Seu revestimento interno deve ser de zinco e deve possuir em seu interior material absorvente (para o caso de o corpo expelir fluídos durante a viagem).

Além disso, após a colocação dos restos mortais, o caixão deve estar hermeticamente fechado durante o traslado, mediante a vedação por material plástico ou por metal fundido.

 

Qual o valor a ser pago?

Se você possui tabela de frete com alguma cia área certamente deve ter visto algo sobre restos mortais em sua tabela convencional.

Cada cia aérea possui uma forma de cobrar, podendo ser ela por dimensão, peso, entre outros…

Um fato muito curioso, é que para as a cias aéreas a empresas funerárias são consideradas ótimos embarcadores, pois o próprios vendedores vão até a funerária para vender o serviço da cia e negociar valores de tabela.

 

Nem tudo são flores, mas como qualquer outro trabalho, tem sempre alguém para fazer, e neste caso não é diferente.

Agora me diga, você sabia disso tudo?